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WORKSHOP PRESENCIAL – QUANDO ESTIVER A MORRER, O QUE SERÁ IMPORTANTE PARA MIM? – PORTO

As conversas sobre o fim de vida nunca são fáceis, numa sociedade onde a morte ainda é um tabu. Queremos conversar sobre este tema através de um jogo de cartas, e refletir sobre o que verdadeiramente será importante, para cada pessoa, no tempo de fim de vida.
Quer vir jogar e partilhar conosco?

Realizar-se-á no dia 15 de julho das 18.00 às 20.00h, no auditório do Hospital Cuf Porto – piso 6.

Destinatários: Todos!

Facilitadora:. Mariana Abranches Pinto – É presidente da Compassio, coordenadora do projeto Porto Compassivo e do projeto Vizinhos Compassivos, e é responsável nacional do Grupo ao 3º dia. Orienta retiros de silêncio e faz acompanhamento espiritual. Os seus campos de interesse são as comunidades compassivas, os cuidados paliativos, a medicina narrativa e a espiritualidade no mundo da saúde.

Este workshop integra-se no projeto Vizinhos compassivos.

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PROJETO VIZINHOS COMPASSIVOS

Temos a alegria de anunciar que o Protocolo de colaboração Orçamento Colaborativo: PROJETO VIZINHOS COMPASSIVOS, entre a União de Freguesias de Aldoar, Nevogilde e Foz do Douro e a Compassio foi assinado hoje, dia 12 de julho.

Trata-se de um projeto de um ano de duração que tem como objetivo ativar e dinamizar redes comunitárias colaborativas de cuidado e está integrado no projeto Porto Compassivo.

Vamos a isso!

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RETIRO PRESENCIAL – BRAGA – A HORA DOS ZORZAIS – PARA PESSOAS EM PROCESSO DE LUTO

“A hora dos zorzais*” é uma expressão que homenageia o movimento destas aves em direção ao reencontro, uns dos outros, quando o dia chega ao fim. Ajuda-nos, pois, a simbolizar o nosso. À imagem de uma casa de pássaro, convidamos-vos, assim, a encontrarmo-nos nela, acolhendo qualquer que seja a forma como o processo de luto se revela em nós. Na Casa da Torre, em Soutelo, encontramo-nos e descobrimos o lugar do encontro e da partilha. Damos casa, abrigo, ninho, poiso à dor de perdermos alguém, ajudando-nos, a cada um de nós e a todos, a dar-lhe abrigo e a dar-lhe uma morada.
* O zorzal (Turdus pilaris) é uma ave da família dos Turdídeos

Facilitadoras:

– Ana Sevinate: Psicóloga clínica e psicoterapeuta, pós-graduada em cuidados paliativos pela Faculdade de Medicina de Lisboa e em psicossíntese pela University of East London. Experiência clínica em luto, perda e transições de vida. Membro do grupo de trabalho Ecopsicologia Portugal e co-fundadora do projeto Histórias de Raiz. Formadora no curso de doulas de fim da vida. Autora do livro Ser Terra: o abraço da Psicologia à natureza.

– Marta Maciel: Licenciada em Animação Sociocultural, com especialização em Educação Infantil e Básica Inicial – Expressões Artísticas Integradas. Com formação em Arte-Terapia e em Artes Expressivas em contexto terapêutico, educativo e comunitário. Desenvolve trabalho como formadora, investigadora e facilitadora, a nível individual e grupal, na área das Artes Expressivas, em contexto terapêutico, educativo e comunitário.

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RETIRO A HORA DOS ZORZAIS

Partilhamos com coração cheio de alegria dois testemunhos do RETIRO A HORA DOS ZORZAIS (retiro para pessoas em processo de luto) que aconteceu nos passados dias 9 e 10 de julho.

“Em pouco mais de 24h mudei a minha perspetiva sobre a morte da minha mulher: percebi que a nossa relação não acabou, continuará sempre.

Mal dei pelas facilitadoras, que quase só me deram muito tempo para pensar, caminhar, ouvir, desenhar, escrever e falar.

E assim, pelo meu próprio pé, encontrei neste retiro muito mais do que estava à procura.

Obrigado, foi maravilhoso!”

Pedro, 38 anos

“”Há uma forma de recordar, mais profunda e mais importante: uma forma de memória que ninguém nunca pensou em honrar com um nome. É a memória de um passado que se escreveu a ele próprio em nós, na nossa personalidade, e na vida em que pomos em prática essa personalidade. Normalmente, não nos apercebemos destas memórias; muitas vezes nem são uma coisa que possamos ter consciência. mas são essas memórias, mais do que qualquer outra coisa, que fazem de nós aquilo que somos. Essas memórias surgem nas decisões que tomamos, nas ações que executamos e na vida que consequentemente vivemos. É nas nossas vidas, e nas nossas experiências conscientes, que encontramos as memórias daqueles que já partiram(…) A maneira mais importante de recordar os outros é ser a pessoa que fizeram de nós – pelo menos em parte – e viver a vida que nos ajudaram a delinear. (…) Ser a pessoa que eles ajudaram a criar e a viver a vida que eles ajudaram a forjar, não é apenas a maneira de os recordar, é a maneira de os honrar”.

In O Filósofo e o Lobo de Mark Rowlands

Gratidão profunda a todos/as pelas partilhas, pela escuta, pelos silêncios, pela criação, pelo cuidar… bem-hajam!”

Marta, Ana e Eusébia (facilitadoras do Retiro A hora dos Zorzais)

Obrigado por fazerem caminho connosco!